quinta-feira, 3-abril-2025
    Início Site Página 2

    Tamanho de penas do 8/1 divide ministros, e mudança de Fux embaralha plenário

    0

    Dos 11 ministros que compõem o pleno do tribunal, cinco já consolidaram posição contrária às penas máximas sugeridas pelo ministro Alexandre de Moraes -relator de mais de 1.600 ações penais ligadas ao ataque às sedes dos Poderes.

    O indicativo dado pelo ministro Luiz Fux de que deve mudar sua visão sobre as penas do 8 de janeiro embaralha o cenário dos julgamentos no plenário do STF (Supremo Tribunal Federal).

    Dos 11 ministros que compõem o pleno do tribunal, cinco já consolidaram posição contrária às penas máximas sugeridas pelo ministro Alexandre de Moraes -relator de mais de 1.600 ações penais ligadas ao ataque às sedes dos Poderes.

    Caso Fux reveja seu posicionamento e vote pela condenação com penas mais brandas, o Supremo pode formar maioria para decretar sentenças intermediárias em julgamentos futuros.

    A reportagem ouviu cinco ministros do STF nos últimos dois dias sobre o impacto que uma eventual mudança de Fux pode causar no andamento dos processos do 8 de janeiro. Sob reserva, a maioria diz acreditar que o efeito será pequeno ou nulo na Primeira Turma, mas incerto no plenário.

    Um ministro disse que o histórico de Fux não é de benevolência em assuntos penais. Ele é considerado um dos integrantes do setor punitivista do Supremo. A aposta é que o ministro não faça uma manobra brusca na revisão do caso da cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos -a mulher que escreveu com batom a frase “perdeu, mané” na estátua da Justiça durante o 8 de janeiro.

    Outro integrante do STF avalia que um novo voto de Fux pode reabrir o debate sobre o princípio da consunção -regra que estabelece que uma pessoa não pode ser condenada por um crime-meio se o objetivo final era um crime-fim.

    As defesas dos condenados argumentam que esse princípio deveria impedir a condenação pela tentativa de abolição do Estado democrático de Direito se o objetivo final da turba era o golpe de Estado.

    Esse debate é considerado superado no Supremo já que as condenações seguiram os moldes sugeridos por Alexandre de Moraes. Há uma avaliação de que o tema seja rediscutido caso Fux apresente o novo voto.

    A reportagem analisou o julgamento dos 45 condenados, até março deste ano, a 17 anos pela participação nos ataques do 8/1.

    Alexandre de Moraes foi sempre seguido integralmente pelos ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Luiz Fux, Flávio Dino e Cármen Lúcia -seis dos 11 integrantes do plenário.

    Os ministros Cristiano Zanin e Edson Fachin seguiram Moraes, com ressalvas, na maioria dos processos. Eles sugerem uma pena intermediária de 15 anos.
    Luís Roberto Barroso, André Mendonça e Kassio Nunes Marques apresentaram votos diferentes em quase todos os processos.

    Barroso aponta divergência parcial com Moraes. Ele sugere afastar a condenação pela tentativa de abolição do Estado democrático de Direito, porque entende que o caso configura o crime de golpe de Estado. Com isso, a pena cairia de 17 anos para 11 anos e seis meses.

    André Mendonça apresenta três votos diferentes, a depender das provas. A pena padrão é de sete anos pelos crimes de abolição do Estado e associação criminosa àqueles que comprovadamente depredaram os prédios.

    Em outros casos, Mendonça pede quatro anos e dois meses ou cinco anos de prisão, conforme análise dos autos.

    Nunes Marques é o único que nega, nos votos, que os acusados pelo 8 de janeiro cometeram crimes contra o Estado. Ele sugere penas de quatro meses de detenção ou de dois anos e seis meses, por incitação ao crime ou deterioração do patrimônio público, de acordo com as provas apresentadas pela PGR.

    Das 45 condenações a 17 anos de prisão, somente cinco foram definidas na Primeira Turma do STF. Nesses casos, a unanimidade é pela condenação pelos cinco crimes -Zanin é o único a apresentar ressalvas e sugerir pena levemente menor.

    Os cinco ministros ouvidos pela reportagem afirmam que, por mais que o cenário seja de incerteza quanto ao plenário, a Primeira Turma tem consenso e uma eventual mudança de Luiz Fux traria pouco impacto aos julgamentos do colegiado.

    No fim de 2023, a corte passou para as Turmas o julgamento das ações penais, para evitar que o acúmulo de processos do 8 de janeiro interditasse o plenário do tribunal. As denúncias recebidas pelo STF antes desta data correm no plenário. Já as acusações feitas pela PGR depois de dezembro de 2023 são analisadas pela Primeira Turma.

    Mesmo as condenações nas Turmas do Supremo podem ser levadas ao plenário. Para isso, algumas defesas estão entrando com revisões criminais de sentenças transitadas em julgado (quando o processo é encerrado).

    Três condenados a penas de mais de 14 anos entraram com ações no Supremo para a revisão das condenações. O ministro Edson Fachin é responsável por dois desses processos, e Flávio Dino foi sorteado relator de um deles.

    O ministro Luiz Fux anunciou na quarta-feira (26) que pretende revisar o processo contra Débora dos Santos para apresentar uma nova dosimetria da pena para a cabeleireira. “Debaixo da toga bate o coração de um homem, então é preciso que nós também tenhamos essa capacidade de refletir”, disse.

    “O ministro Alexandre, em seu trabalho, explicitou a conduta de cada uma das pessoas. E eu confesso que em determinadas ocasiões eu me deparo com uma pena exacerbada. E foi por essa razão, dando satisfação à vossa excelência, que eu pedi vista desse caso. Eu quero analisar o contexto em que essa senhora se encontrava”, completou.

    Fux disse querer exercer a “humildade judicial” e que o juízes “têm sempre que refletir dos erros e dos acertos porque os erros autenticam a nossa humanidade”.

    Preço do etanol cai em 18 Estados e no DF, sobe em 5 e fica estável em 3, afirma ANP

    0

    Nos postos pesquisados pela Agência em todo o País, o preço médio do etanol caiu 0,92% na comparação com a semana anterior, para R$ 4,32 o litro

    Os preços médios do etanol hidratado caíram em 18 Estados e no Distrito Federal, subiram em 5 e ficaram estáveis em 3 Estados na semana de 23 a 29 de março. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) compilados pelo AE-Taxas. Nos postos pesquisados pela Agência em todo o País, o preço médio do etanol caiu 0,92% na comparação com a semana anterior, para R$ 4,32 o litro.

    Em São Paulo, principal Estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, a cotação média recuou 0,48% no período, para R$ 4,17 o litro. A maior alta porcentual na semana, de 1,70%, foi registrada em Rondônia, onde o litro passou a R$ 5,39. A maior queda no período, na Bahia, foi de 4,71%, para R$ 4,65 o litro.

    O preço mínimo registrado na semana para o etanol em um posto foi de R$ 3,46 o litro, em São Paulo. O maior preço, de R$ 6,49, foi observado em Pernambuco. Já o menor preço médio estadual, de R$ 4,04, foi registrado em Mato Grosso, enquanto o maior preço médio foi verificado no Amazonas, de R$ 5,48 o litro.

    Dólar no fim de 2025 passa de R$ 5,95 para R$ 5,92, projeta Focus

    0

    A projeção para o fim de 2027 se manteve em R$ 5,90 pela quarta semana seguida

    Amediana do relatório Focus para a cotação do dólar no fim de 2025 caiu pela terceira semana seguida, de R$ 5,95 para R$ 5,92. Um mês antes, estava em R$ 5,99. A estimativa intermediária para 2026 continuou em R$ 6,0 pela 11ª semana consecutiva.

    A projeção para o fim de 2027 se manteve em R$ 5,90 pela quarta semana seguida. A estimativa intermediária para o fim de 2028 permaneceu em R$ 5,90, também pela quarta semana consecutiva.

    A projeção anual de câmbio publicada no Focus é calculada com base na média para a taxa no mês de dezembro, e não mais no valor projetado para o último dia útil de cada ano, como era até 2020.

    Réplica de terremoto com magnitude 5,1 volta a abalar Myanmar

    0

    Um sismo de magnitude 5,1 na escala de Richter abalou hoje Mandalay, no centro de Myanmar (ex-Birmânia), sendo uma réplica do terremoto de magnitude 7,7 que provocou mais de 1.600 mortos e 3.400 feridos.

    OServiço Geológico dos Estados Unidos (USGS) informou que o tremor ocorrido hoje teve epicentro a 28 quilômetros a noroeste da cidade de Mandalay e um hipocentro a uma profundidade de 10 quilômetros. Até o momento, não há registros de vítimas ou danos materiais causados por esse novo abalo sísmico.

    O terremoto de magnitude 7,7 na escala Richter, ocorrido na sexta-feira, gerou uma série de réplicas desde então, sendo a mais forte delas – de magnitude 6,7 – registrada poucos minutos após o primeiro tremor.

    Centenas de socorristas de diversos países começaram hoje a buscar sobreviventes nas áreas mais afetadas pelo terremoto de sexta-feira em Mianmar.

    O canal de televisão oficial MRTV, controlado pela junta militar birmanesa – no poder desde o golpe de Estado em fevereiro de 2021 –, informou que bombeiros, técnicos e equipes de resgate da Rússia, China, Índia, Cingapura, Tailândia e Hong Kong já estão no país trabalhando nas operações de salvamento.

    A junta militar, que declarou estado de emergência nas seis regiões mais devastadas pelo tremor, divulgou hoje imagens da chegada e do deslocamento dessas equipes para áreas fortemente atingidas, como Mandalay, a segunda maior cidade do país, com 1,5 milhão de habitantes, onde foram registrados danos significativos.

    As equipes de resgate internacionais estão reforçando os esforços para salvar vítimas e remover escombros, em um momento crítico das operações, 48 horas após o terremoto.

    De acordo com a MRTV, a equipe russa – composta por 23 pessoas, quatro cães e dois intérpretes – trouxe duas toneladas de suprimentos de emergência, enquanto um avião militar indiano transportando 1,5 tonelada de mantimentos partiu rumo a Mandalay.

    As Nações Unidas e organizações humanitárias, que alertaram para a grave escassez de materiais médicos, começaram a mobilizar equipes cirúrgicas móveis e hospitais de campanha para atender os feridos.

    A junta militar birmanesa fez um raro apelo por ajuda internacional na sexta-feira, mas ainda não está claro como pretende administrar os fundos em territórios atingidos pelo terremoto que não estão sob seu controle.

    Grupos de oposição relataram que os militares bombardearam, no sábado, a região de Sagaing, epicentro do tremor, e Naung Cho, no estado de Shan.

    O Fundo de Assistência de Emergência das Nações Unidas (CERF) destinou cinco milhões de dólares em ajuda humanitária, seguido pelo Escritório de Serviços para Projetos da ONU (UNOPS), que acrescentou mais 10 milhões de dólares para mitigar os impactos do terremoto.

    A Irlanda também anunciou uma doação de seis milhões de euros, enquanto a Austrália contribuiu com outros dois milhões de dólares, destacando que esses recursos serão gerenciados por agências da ONU e organizações humanitárias, como o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV).

    Cattás

    Vídeos mostram destruição causada por terremoto de magnitude 7.7

    1

    O epicentro foi localizado a 16 km a noroeste da cidade de Mandalay, a uma profundidade de apenas 10 km, o que aumentou a intensidade dos impactos.

    Um terremoto de magnitude 7,7 atingiu a região central de Mianmar nesta sexta-feira (28), provocando destruição e deixando milhares de mortos e feridos. O epicentro foi localizado a 16 km a noroeste da cidade de Mandalay, a uma profundidade de apenas 10 km, o que aumentou a intensidade dos impactos.

    De acordo com a TV estatal de Mianmar, o país contabiliza mais de mil mortos e 2.376 feridos. O tremor também foi sentido em regiões da Tailândia e da China. Na Tailândia, nove mortes foram confirmadas, e equipes de resgate trabalham para localizar 117 pessoas desaparecidas nos escombros de um arranha-céu que desabou na capital, Bangkok.

    O terremoto causou danos em infraestruturas como estradas, pontes e edifícios. Mandalay, uma das cidades mais afetadas, enfrenta destruição significativa, enquanto as buscas por sobreviventes continuam. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram imagens de edifícios colapsados, moradores assustados e equipes de emergência tentando acessar áreas de difícil alcance.

    Especialistas alertam para a possibilidade de liquefação do solo em áreas vulneráveis, o que poderia agravar os danos. Equipes de resgate e ajuda humanitária trabalham para atender às necessidades das comunidades afetadas enquanto a região se recupera do desastre.

    Whindersson Nunes deixa clínica psiquiátrica após mais de um mês internado

    0

    O humorista ficou reclusou em um lugar no interior de São Paulo desde meados de fevereiro para tratar questões de saúde mental. Ele tem histórico de depressão e ansiedade.

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Após mais de um mês internado, Whindersson Nunes recebeu alta hospital da clínica psiquiátrica onde estava internado.

    O humorista ficou reclusou em um lugar no interior de São Paulo desde meados de fevereiro para tratar questões de saúde mental. Ele tem histórico de depressão e ansiedade.

    “Lili [liberdade] cantou”, escreveu ele na legenda de uma foto no Instagram, a primeira publicação desde 15 de fevereiro.

    A volta para casa também foi comemorada pelos pais de Whindersson. “Bem-vindo de volta para nos alegrar e fazer nossas vidas mais felizes. Te amo”, escreveu Valdenice.

    “Que essa nova fase de sua vida seja diferente de tudo, repleta de coisas boas”, disse Hidelbrando.

    Nos últimos anos, ele se envolveu no boxe e participou de disputas esportivas. Em entrevista a Marcelo Tas em 2023, Whindersson afirmou que a prática o acalmava mentalmente.

    “Ela é vai e volta. Você está bem durante muito tempo, depois vem um negócio que você não sabe o que está acontecendo.”

    Mulher que pichou “Perdeu, mané” pede perdão em depoimento ao STF

    0

    Débora Rodrigues dos Santos pediu perdão e disse que se arrependeu de ter participado dos atos

    Acabelereira Débora Rodrigues dos Santos, acusada de participar dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e de pichar a frase “Perdeu, mané” na estátua da Justiça, pediu perdão e disse que se arrependeu de ter participado dos atos.

    As declarações foram feitas durante depoimento prestado em novembro do ano prestado ao Supremo Tribunal Federal (STF), que foi anexado ao processo a que a ré responde na Corte.

    Ela está presa e responde a uma ação penal pelos crimes de tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado, deterioração do patrimônio tombado e associação criminosa armada. O julgamento que vai decidir se Débora será condenada começou na semana passada, mas foi interrompido por um pedido de vista do ministro Luiz Fux.

    Antes da suspensão do julgamento, o relator do caso, Alexandre de Moraes, votou para condenar Débora a 14 anos de prisão em regime fechado.

    Depoimento

    No depoimento prestado a um juiz auxiliar de Alexandre de Moraes, Débora Rodrigues disse que saiu de Paulínia (SP) e chegou a Brasília no dia 7 de janeiro de 2023, um dia antes dos atos golpistas, permanecendo em frente ao quartel do Exército, local onde se concentravam manifestantes a favor da intervenção militar no país.

    Ela confessou que pichou a frase “Perdeu, mané” na estátua da Justiça, que está localizada em frente ao STF, mas afirmou que foi induzida por um desconhecido e que, “no calor do momento”, praticou o ato e utilizou um batom.

    “Não foi nada premeditado. Sou uma cidadã do bem. Fui aos atos e não imaginava que seria tão conturbado desse jeito que foi. Fui por conta própria, de ônibus. Quando me deparei, não fazia ideia do bem financeiro simbólico daquela estátua. Quando eu estava lá, já tinha alguém fazendo a pichação. Faltou um pouco de malícia da minha parte”, disse Débora no depoimento.

    A frase “Perdeu, mané” foi dita pelo presidente do Supremo, Luís Roberto Barroso, em novembro de 2022, após ser importunado por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro durante um evento em Nova York, nos Estados Unidos.

    Em outro trecho da oitiva, a ré declarou que não participou da depredação das instalações do STF, do Congresso e do Palácio do Planalto.

    “Não adentrei em nenhum dos prédios do STF, nem no Congresso, nem no Planalto. Eu só fiquei naquela praça [dos Três Poderes]. Eu estava tirando fotos porque eu nunca tinha ido para Brasília. Eu nunca fiz nada de ilícito na minha vida”, afirmou.

    Perdão

    A acusada também pediu perdão e disse que não vai mais participar de manifestações políticas. Ela declarou que “pegou repulsa de política”.

    “Queria pedir perdão para o Estado Democrático de Direito. Estar aqui [na prisão] me fez refletir muita coisa. Saber que tudo tem um processo, o país depende de hierarquias, que precisam ser respeitadas. Eu entendi isso. O Estado Democrático de Direito foi ferido com meu ato, jamais tive essa intenção. Foi algo isolado, que não vou repetir”, disse.

    Filhos

    Débora Rodrigues disse ainda que os filhos estão recebendo tratamento psicológico devido à ausência dela. Ela é mãe de dois meninos, um de 10 e outro de 12 anos.

    “Eu sou uma mãe e nunca me afastei de meus filhos. Essa separação tem feito eles sofrerem demais. Isso tem feito minha família sofrer. No calor do momento, eu me senti diferente da pessoa que eu sou. Eu lembro que, uma semana antes, meu filho fez uma pergunta, coincidentemente, sobre escrita em um muro. Eu falei, filho isso é ilegal e não se faz porque é uma poluição visual”, completou.

    Por que 14 anos?

    O ministro Alexandre de Moraes votou para condenar Débora Rodrigues do Santos a 14 anos de prisão ao somar as penas de cinco crimes denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR). A pena ficou na média das demais condenações dos acusados de participar do 8 de janeiro. As penas variam entre 14 e 17 anos.

    Conforme o voto pela condenação, os investigados pelos atos golpistas cometeram crimes multitudinários, ou seja, de autoria coletiva. Dessa forma, eles respondem conjuntamente pelos cinco crimes.

    A soma para chegar à pena de 14 anos foi feita da seguinte forma:

    Abolição violenta do Estado Democrático de Direito (4 anos e 6 meses);Golpe de Estado: (5 anos);Associação criminosa armada (1 anos e 6 meses);Dano qualificado: (1 ano e 6 meses);Deterioração do patrimônio tombado (1 ano e 6 meses);

    Regime Fechado: Penas maiores que oito anos começam em regime fechado.

    Indenização de R$ 30 milhões: Todos os condenados pelo 8 de janeiro terão que pagar o valor solidariamente pelos dados causados com a depredação.

    Defesa

    Após o voto de Alexandre de Moraes pela condenação, os advogados Hélio Júnior e Tanieli Telles afirmaram que receberam o voto do ministro com “profunda consternação”. Segundo a defesa, o voto pela condenação a 14 anos de prisão é um “marco vergonhoso na história do Judiciário brasileiro”.

    Os advogados também afirmaram que Débora nunca teve envolvimento com crimes e classificaram o julgamento como “político”.

    “Condenar Débora Rodrigues por associação armada apenas por ter passado batom em uma estátua não é apenas um erro jurídico – é pura perversidade. Em nenhum momento ficou demonstrado que Débora tenha praticado atos violentos, participado de uma organização criminosa ou cometido qualquer conduta que pudesse justificar uma pena tão severa”, disse a defesa.

    Mato Grosso do Sul lança pacto para proteção do pantanal com R$ 1,4 bi em investimentos

    0

    Hoje, 97% do pantanal está inserido em propriedades privadas

    O governo de Mato Grosso do Sul lançou nesta quinta-feira (27) o Pacto Pantanal, programa que prevê investimento de R$ 1,429 bilhão na preservação do bioma, no combate a incêndios florestais, além de ações de infraestrutura, saúde, educação e saneamento básico.

    O projeto ainda propõe remunerar o produtor rural que deixar de converter área de vegetação nativa excedente em pastagem.

    Hoje, 97% do pantanal está inserido em propriedades privadas. Pela legislação no estado, os produtores rurais são obrigados a manter 50% do total com vegetação nativa preservada.

    É sobre o excedente, que poderia ser usado conforme necessidade do dono das terras, que o governo pretende pagar para que seja mantida intocada por pelo menos dois anos, que é o tempo inicial do contrato firmado por meio da PSA (Pagamento por Serviços Ambientais), previsto no Pacto Pantanal.

    Artur Falcette, secretário-adjunto da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) estima que 3 milhões de hectares de vegetação nativa se enquadram como excedentes no pantanal.

    Serão consideradas áreas prioritárias nesta fase inicial corredores ecológicos (que conectam áreas fragmentadas de conservação), área de preparação para lidar com incêndios e pela relevância na proteção ambiental.

    O valor a ser pago será de R$ 55 por hectare, chegando ao limite de R$ 100 mil por propriedade. Isso significa que, caso os produtores que tenham a posse dos 3 milhões de hectares entrem no PSA, o desembolso total seria de R$ 165 milhões.

    O programa também pode comprar licenças de supressão de vegetação já autorizadas, mecanismo que deve entrar em vigor somente no primeiro ano do projeto.

    O “caixa” do PSA é Fundo Clima Pantanal, criado a partir da lei de proteção ao bioma, que entrou em vigência em fevereiro deste ano. Hoje, este fundo conta com R$ 40 milhões, aporte dado pelo governo estadual.

    Segundo o governador Eduardo Riedel (PSDB), o recurso será usado este ano, mas que a reposição do Fundo Clima Pantanal deve ser feita com recurso orçamentário e outras fontes, como parceria com setor privado que podem ser firmadas ao longo dos anos.

    O presidente da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), Marcelo Bertoni, considerou positivo a criação desse mecanismo. “O produtor é parceiro, mas a sociedade também tem que pagar, essa é a hora. Quer mais preservação? Que se pague, nada mais justo”, avaliou.

    O PSA ainda tem outra vertente, que é o Brigadas Flexibilização do Manejo Integrado do Fogo, em que comunidades residentes organizadas no pantanal podem apresentar projetos de prevenção e combate a incêndios.

    “Qualquer pessoa que viva no território pantaneiro, desde que organizado em sociedade, em comunidade, pode apresentar projeto”, explicou Falcette.

    O diretor do IHP (Instituto Homem Pantaneiro), Ângelo Rabelo, diz que o PSA contempla aqueles que conservam o bioma, sendo um gesto emblemático, trazendo benefícios ao homem pantaneiro, cerca de 300 anos após a ocupação no pantanal.

    O diretor-executivo da SOS Pantanal, Leonardo Gomes, acredita que o trâmite, a partir da criação da Lei do Pantanal até agora, com a divulgação do pacto, foi célere e será colocado em prática em tempo hábil.

    “Tem o cenário do que é ideal e do que é possível, mas se considerar que a execução será já este ano é, de fato, importante”, avalia.

    Gomes diz acreditar que o terceiro setor, que concentra esforços na captação de recursos, poderá focar no auxílio na elaboração de projetos que podem ser contemplados no PSA.

    OBRAS

    O Pacto Pantanal também promoverá obras em diversas áreas. Segundo o titular da Semadesc, Jaime Verruck, 70% de recursos orçamentários já foram garantidos para as obras, enquanto outros 30% devem ser angariados por meio de projeto a ser apresentado ao BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).

    Na área de infraestrutura, serão R$ 307,7 milhões para projetos como construção de hospital em Corumbá, um dos municípios que compõem o pantanal em Mato Grosso do Sul, tratamento de água e de esgoto em unidades rurais; na educação, R$ 117,7 milhões para novas escolas rurais e estruturas de apoio.

    No desenvolvimento da produção, serão R$ 136,4 milhões para conservação de solo e drenagem e melhoria na cadeia produtiva; na infraestrutura, R$ 441,2 milhões na construção de estradas e aterros, de três aeródromos com base avançada dos bombeiros e outras pistas de pouso, o que deve facilitar o ir e vir das aeronaves de combate a incêndio.

    No evento, além do lançamento do Pacto Pantanal, foi assinado o decreto estadual de emergência ambiental, válido por 180 dias. No dia 28 de fevereiro, o Ministério do Meio Ambiente já havia declarado emergência no bioma, mecanismo que tem como objetivo viabilizar a contratação de brigadistas e orientar ações preventivas.

    Colocar em prática as ações é considerado de extrema urgência, já que as condições para 2025 são desfavoráveis.

    “O ano de 2024 foi o mais crítico quando comparado a este ano. Porém, as chuvas estão bem irregulares. E a previsão indica que para os próximos meses as chuvas tendem a ficar abaixo da média histórica”, afirmou a meteorologista e coordenadora do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), Valesca Fernandes, conforme informações divulgadas pelo governo de Mato Grosso do Sul.

    Carlos Padovani, pesquisador da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) Pantanal, em Corumbá, explicou que, nos últimos anos, o pantanal tem enchido cada vez menos, e que o bioma está em um grande ciclo de seca que não ocorria desde a década de 1960. “E não sabemos quanto tempo vai durar.”

    Presente no lançamento do Pacto Pantanal, o secretário-Executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, disse que o governo federal está trabalhando de forma integrada para evitar grandes queimadas registradas no pantanal, como as de 2020. “O bioma é o mais preservado mas, também, o mais ameaçado”, avaliou.

    As vantagens (e desvantagens) de ter lâmpadas inteligentes em casa

    0

    O investimento inicial neste tipo de lâmpadas é relevante

    Se sempre quis transformar a sua casa em um espaço inteligente repleto de dispositivos e ‘gadgets’ conectados à Internet, é provável que as lâmpadas inteligentes estejam no seu ‘radar’ e esteja pensando equipar a sua casa com estes gadgets.

    Se este é o seu caso então saiba que a adoção de lâmpadas inteligentes tem vários pontos positivos mas, tal como acontece com tudo, também apresenta alguns motivos para não serem uma opção.

    O site TechTudo fez um balanço das coisas positivas e negativas no que diz respeito à adoção e utilização de lâmpadas inteligentes no cotidiano e poderá ver abaixo estes diferentes argumentos.

    Pontos positivos:

    • Automatizado e conveniente;
    • Economia de energia;
    • Personalização de cores;
    • Maior segurança ao permitir ligar e desligar em horários específicos.

    Pontos negativos:

    • Custo inicial elevado;
    • Dependência da rede Wi-Fi;
    • Curva de aprendizagem.

    Mãe mata filho durante visita à Disneyland e avisa a polícia

    0

    Mulher foi presa ainda com vestígios de sangue nas mãos

    Saritha Ramaraju foi presa por ser suspeita de ter matado o seu filho, de 11 anos, durante uma visita à Disneyland, na Florida, EUA.

    A mulher, de 48 anos, matou o filho durante uma visita parental, dado que o rapaz estava sob a guarda do pai.

    No dia do homicídio, Saritha deveria entregar o filho ao pai, mas ao invés matou-o. A própria ligou para as autoridades a avisá-las do sucedido.

    “Ele estava vivendo a sua melhor vida, o sonho de qualquer criança de estar na Disneylândia, passando tempo com a mãe. No dia em que ia ser devolvido ao pai, ela cortou a garganta dele e, horas depois, ligou para o 112 dizendo que tinha matado o filho e que tinha tomado comprimidos para se matar”, relatou a polícia.

    A mulher foi presa acusada de homicídio e de um crime agravado de uso pessoal de uma arma.